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A afetividade no ambiente escolar.


Como você lida com as suas emoções? Consegue entendê-las, controlá-las? Para podermos viver em sociedade nesse mundo que nos cerca, aprendemos desde muito cedo a reprimir, a inibir as nossas emoções, porém, acabamos, a cada dia, nos tornando mais superficiais, engessados e vivendo de forma robotizada. Mas e as crianças? Como elas lidam com as próprias emoções? Como elas expõem suas angústias, medos ou alegrias? Como é a reação das crianças diante de uma situação inesperada ou algo desconhecido, estranho? Como elas lidam com essas sensações? E o mais importante, como nós reagimos diante da reação de uma criança? E quando a criança expressa suas emoções na escola, lugar onde ela passa boa parte do seu tempo, como os adultos devem reagir? Como lidar com as reações infantis e como ensinar às crianças a controlá-las para que consigam conviver harmoniosamente com o grupo? Devemos entender que controlar a emoção não é, de maneira alguma, reprimir ou esconder sentimentos, mas conseguir lidar, de uma forma mais consciente e equilibrada, com as situações que se apresentam no cotidiano. Mas isso é simples? É fácil? Não, nem um pouco... Se muitos adultos têm dificuldade, imagine uma criança. Na escola, sobretudo na educação infantil, a criança aprende a expressar as suas emoções diante do grupo. Porém a maioria dos educadores não está preparada para o que acontece em relação ao emocional do seu aluno, no dia a dia, no ambiente escolar. Educar crianças pequenas é muito mais do que cuidar e brincar com elas. É preciso conhecê-las, orientá-las, dar-lhes afeto. Pesquisas comprovam que o que a criança vivencia até os sete anos de idade vai determinar o quanto ela será bem sucedida ao longo da vida e como lidará com os fatores emocionais que se apresentarão. Por isso, todos os que atuam diretamente com as crianças precisam conhecer e entender um pouco mais de desenvolvimento e psicologia infantil a fim de que possam lidar melhor com questões como o choro, o medo, a birra, a falta de limites, as reações e a afetividade das crianças. O que se vê hoje é uma "adultização" das crianças e uma cobrança para que elas cresçam rápido. Mas por quê? Para que? Para estarem preparadas mais rápido para a vida? Não... Com certeza, não. As crianças nascem com a capacidade de sentir tudo o que está a sua volta e a distinguir o que lhes agrada e o que não lhes agrada. Dessa forma, também aprende a "ler" as emoções de quem convive com elas. Como nessa fase elas ainda são "sentimento puro" percebem muito mais facilmente as emoções dos outros e reagem de forma espontânea. A criança pequena vai mostrar o que quer por meio de atitudes que vão expressar as suas emoções. Se um adulto a repreende de forma rude, brusca, pode fazer com que haja uma ruptura no seu canal afetivo com aquela pessoa e a criança passe a esconder o que sente para não causar determinado tipo de reação, que não lhe faz bem. O choro da criança também é uma forma dela expressar o que sente. Nenhum choro é igual. Devemos conhecer a criança para entende o motivo do choro e que sentimentos estão envolvidos em tal ato. Simplesmente repreender a criança para que a mesma não chore poderá causar danos emocionais irreversíveis a ela. Com relação ao medo na infância, devemos entender que, nessa fase, esse sentimento está ligado à falta de ordem, ao desconhecido. A criança tem medo do que ela não conhece e do que é diferente da sua rotina. Muitas vezes luzes fortes e barulhos causam medo na criança porque ela não sabe o que significam. Quando a questão é a falta de limites, devemos estar atentos. Uma criança que percebe que consegue manipular os pais ou algum outro adulto, ou seja, que identifica qual a atitude que deve ter para conseguir o que deseja é alguém que, quando crescer, pode ter dificuldade em lidar com a frustração e com o fracasso. Uma pessoa que, diante de uma dificuldade da vida, não conseguirá, sozinha, resolver seus problemas, olhar para frente e seguir. O afeto é a base de toda a aprendizagem, seja esta formal ou informal. As relações de afetividade e carinho surgidas e cultivadas entre alunos e educadores rendem muitas conquistas e vitórias. Estudos comprovam que aprendemos melhor quando estabelecemos uma relação de afeto com aquele que nos ensina. A afetividade é uma condição indispensável nas relações do sujeito com o mundo e nas relações humanas estabelecidas ao longo do processo ensino aprendizagem. O ser humano tem necessidade de amar e compreender. Compreende porque ama. Na sua formação escolar tanto professores como alunos também têm a necessidade de serem amados e compreendidos. A criança deve ser considerada como um ser individual que pensa, que constrói o seu mundo, o seu espaço e o seu conhecimento a partir das relações de afeto que estabelece com o outro, bem como através da imaginação, dos seus sentidos, das suas percepções, expressões e críticas. A afetividade no ambiente escolar contribui para a aprendizagem quando há uma relação de troca, de cumplicidade e de reconhecimento entre professor e alunos. Cabe então ao professor dar-lhes a atenção necessária, cuidando para que aprendam a expressar-se, expondo suas opiniões, formulando hipóteses, dando respostas e fazendo opções pessoais. É importante destacar que a afetividade não acontece apenas através do contato físico. Elogiar o trabalho do aluno, destacar suas capacidades, reconhecer seu esforço e motivá-lo sempre são formas significativas de ligação afetiva. Enfim, quando as relações entre as pessoas que fazem parte do cotidiano escolar, como alunos, professores e toda a equipe, ocorre de maneira afetiva, o processo de aprendizagem tende a ser mais bem sucedido e eficaz. Uma criança, quanto mais sente que é amada, mais será disciplinada e focada para participar das aulas. Mas, se acontecer o contrário? Bem, onde não há reciprocidade não há assimilação ativa, pois essa é a razão de ser da educação escolar: o desenvolvimento do aluno de forma integral, como pessoa humana. Sejamos todos firmes e objetivos nas questões educativas, porém, é preciso também acrescentar uma boa dose de amor e afeto a nossa relação com as nossas crianças para que elas se desenvolvam plenamente e se tornem adultos felizes.

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