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Por que toda criança precisa brincar?

 

 

        A brincadeira é uma das atividades mais importantes para o desenvolvimento. Desde muito cedo a criança já se comunica através de gestos, sons e da brincadeira. 
          Ao brincar, sozinha ou acompanhada de um adulto ou mesmo de outros colegas e desempenhar vários papéis, a criança desenvolve sua imaginação e resolve situações e conflitos internos de forma natural e lúdica. Através da brincadeira são trabalhadas várias habilidades fundamentais para o seu desenvolvimento, tais como: a memória, a atenção, a imitação e o respeito às regras.
           A brincadeira também favorece o amadurecimento de algumas competências que a criança utilizará socialmente, como a interação com o outro, a experiência de vivenciar regras e a representação de papéis sociais. Ao brincar, as crianças exploram, perguntam e refletem sobre a cultura e a realidade das quais fazem parte, desenvolvendo-se psicológica e socialmente.
          Quando um professor usa a brincadeira para ensinar ele consegue resultados muito melhores, pois traz à tona todo um universo de companheirismo e troca de experiências, tão importantes para o desenvolvimento infantil. Através da brincadeira o professor consegue entrar no universo da criança e a ajuda a descobrir e se apropriar do mundo dos saberes, das ideias, dos fatos, dos valores, dos sonhos...    
          A palavra brincar vem do latin e significa: atitude, gesto de ligação ou vínculo com algo em si mesmo ou com o outro. Ou seja, é uma maneira de experimentação do mundo adulto. E dessa forma, toda a brincadeira também possui suas regras que devem ser definidas e respeitadas por aqueles que brincam. Em algumas brincadeiras as regras são livres, em outras já são mais ou menos definidas.
         Para Vygotsky a brincadeira possui três características: a imitação, a imaginação e a regra. Isso significa que, em toda brincadeira, a criança imita alguém ou alguma coisa, através da imaginação a brincadeira acontece e as regras definem a forma de brincar.
         Mas será que um jogo é a mesma coisa que uma brincadeira? A diferença entre brincadeira e jogo é que a primeira é orientada por regras livres, semiestruturadas, com a ação definida pela fantasia. Já o jogo tem regras claramente delimitadas. São os instrumentos que traçam rumos e a conduta dos jogadores.

        De acordo coma faixa etária os jogos sofrem diferenciações. Até os dois anos de idade a criança ainda não consegue entender regras, então, prevalecem os jogos de exercícios ou de repetição. De dois a sete anos de idade, a imaginação da criança está no seu melhor momento e, então, prevalecem os jogos simbólicos e, após os sete anos, como a criança já se encontra madura para entender e respeitar melhor as regras, essas aparecem mais fortemente nas atividades infantis dessa faixa etária. Ou seja, podemos dizer que, ao jogar futebol, uma criança de até dois anos só vai entender que precisa chutar a bola e vai ficar feliz em poder fazer isso. De dois a sete anos ela já é capaz de compreender que precisa chutar a bola para o gol e que deve passa-la para outro jogador. Assim ela também vai se divertir. Mas só a partir dos sete anos é que a criança estará pronta para entender as regras existentes numa partida de futebol respeitando as faltas, pênaltis, impedimentos e demais detalhes pertinentes a esse tipo de jogo.
        Uma criança precisa muito brincar. A criança que brinca consegue expressar suas fantasias, desejos e experiências no mundo do faz-de-conta e, dessa forma destruir o que a incomoda (sejam pessoas ou situações) colocando no mundo externo a própria realidade interna. Brincando, a criança domina suas angústias e seus medos e exprime a sua natural agressividade de forma tranquila e segura. Através da brincadeira ela aumenta também suas experiências e aprende que é permitido errar (na brincadeira pode), pois tem o direito tentar novamente, sem que haja alguma crítica destrutiva. 
         Através da brincadeira a criança desenvolve a sua criatividade e sua sexualidade de forma sadia, além de conseguir expressar toda a sua responsabilidade.
        Mas há crianças que não brincam, que não têm tempo para isso porque são tão sobrecarregadas de afazeres adultos, que estão sempre cansadas, insatisfeitas com horários demais preenchidos com coisas sérias. Há outras que, ao contrário, ficam deixadas de lado, a sua própria sorte, sem estimulação adequada, seja pela precariedade material de suas vidas, seja pelo descaso ou desconhecimento do adulto, ao seu redor, sobre o assunto.
        É importante lembrar que a necessidade de brincar é inerente ao desenvolvimento da criança, faz parte da vivência que ela precisa ter para crescer de forma sadia e equilibrada. É através de atividades lúdicas que a criança se prepara para a vida, assimilando a cultura do meio em que vive, a ele se integrando, adaptando-se às condições que o mundo lhe oferece e aprendendo a competir, cooperar com seus semelhantes e conviver como um ser social, além de vivenciar situações de prazer e diversão.
        É preciso que tanto a família quanto os professores e as escolas valorizem a ludicidade do ensino como o melhor caminho para a aprendizagem e a construção do conhecimento. As brincadeiras podem ser livres ou direcionadas, mas precisam que sejam bem planejadas por quem atua com as crianças para que estas se tornem adultos sadios, equilibrados e felizes no futuro.

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