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A PSICOMOTRICIDADE COMO AUXILIAR NO TRABALHO EM SALA DE AULA



Hoje vamos falar sobre psicomotricidade e a preparação das aulas. Ou seja, vamos entender como prescrever atividades psicomotoras visando ajudar as crianças e jovens​ dentro e fora da sala de aula.

​ Infelizmente, hoje em dia, o trabalho corporal tem se perdido. Antes as crianças pulavam amarelinha, brincavam de roda e de pular corda, e hoje vivemos o fenômeno do ‘analfabetismo motor’, de crianças que quase não se exercitam.

Você tem alunos que esbarram em tudo na sala de aula? Que não conseguem organizar-se no espaço, mesmo que esse seja o espaço da carteira? Caem com frequência, parecem não ter equilíbrio nem controle do próprio corpo? Esses são aqueles alunos que muitas pessoas chamam de “alunos estabanados”. Esse tipo de criança, por mais que a professora se esforce em sala de aula para conduzir essas situações, ainda é muito difícil e demorado ver alguma melhora. Os movimentos deles parecem sempre desordenados, e isso sempre causa muito tumulto junto a turma. Muitos professores acabam por ver isso como uma desordem relacionada a indisciplina, mas na verdade o que acontece é uma questão de psicomotricidade que precisa ser trabalhada e, muitas vezes, deve contar com o apoio também dos professores de Educação Física.

Alguns alunos ficam agoniados por falharem nas atividades mais triviais na sala de aula, como por exemplo: segurar direito um lápis, pegar e abrir um caderno ou livro, organizar os materiais sobre a carteira, tirar o lanche da lancheira, ou ainda arrumar os materiais dentro da mochila. Mas, o problema não se restringe somente à sala de aula. Invariavelmente se apresenta também no recreio e em qualquer outro ambiente.

O interessante é que esse tipo de situação não se restringe apenas a alunos da Educação Infantil ou do Ensino Fundamental, é possível encontrar jovens e adultos totalmente descoordenados, tidos como “relaxados”, ou ainda “preguiçosos” porque ainda trazem, da infância, questões não trabalhadas relacionadas a psicomotricidade.

Também é fato que, a aprendizagem está intrinsecamente ligada à experiência corporal, que auxilia os pequenos a desenvolverem a atenção, observação, memória, percepção visual, auditiva e tátil, lateralidade, equilíbrio e localização espaço-temporal.

Essas são as primeiras experiências que situam o sujeito no mundo, em que ele se insere num tempo e espaço com o seu corpo e através dele localiza-se em relação ao outro e aos objetos, a psicomotricidade é isso: a ​ união do psiquismo e a motricidade, a ligação entre o cérebro e o corpo, a mesma esta articulada com os campos científicos como a Neurologia, a Psicologia e a Pedagogia.

​ Os professores devem trabalhar de forma planejada, preparando as atividades de modo intencional, visando a um propósito específico.

Aqueles alunos, por exemplo, que não conseguem obedecer a uma fila, ou esperar a vez na hora de uma atividade ou situação, podem se beneficiar com a atividade do “Xadrez Humano”, na qual os alunos são as peças de xadrez.

Antes, o jogo deve ser trabalhado em um tabuleiro, depois os alunos passam a ser as peças do jogo. Essa atividade ajuda muito a trabalhar espaço, espera, atenção e respeito a individualidade e o espaço do outro.

​ Já a timidez e expressão corporal podem ser trabalhadas através do “Videokê” e do uso de espelhos na sala de aula. Ao terem de cantar, dramatizar e se verem, os alunos vão adquirindo, aos poucos, um senso de individualidade própria o que os auxilia no estabelecimento da autoestima.

​ O trabalho em grupo algumas vezes pode ser tumultuado, então, uma sugestão é colocar todo mundo para brincar do Jogo do Twister.

É bom que a professora leve, pelo menos, dois jogos para a sala de aula e deve, então, dividir a turma em grupos menores​ num formato​ para criar a competição entre eles. Uma competição boa e saudável. Depois de utilizar esta estratégia os trabalhos em grupo tendem a melhorar muito.

Há também outras atividades como:

O “TRILHO”, que funciona muito bem na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, e consiste em desenhar uma linha no chão na qual o aluno tem de andar nela, pé ante pé, porém equilibrando um livro na cabeça. Ele tem de ir e voltar nesta linha. Para deixar mais emocionante, o professor pode separar a turma em dois blocos, um de cada lado da linha e eles ficavam gesticulando e cantando para tirar a concentração do aluno que está fazendo a atividade. Isso ajuda muito a todos os alunos ficarem mais focados e mais equilibrados também.

Já a atividade da “PISTA DE VENTO”, trabalha a respiração, o espaço, a direção e a atenção dos alunos. Ela consiste em desenhar várias pistas no chão (em linha reta ou curvas), e cada aluno deve fazer um carrinho de papel. Cada aluno deve fazer o seu carrinho andar na pista, porém tem de soprar e movimentar o carrinho soprando o mesmo pela pista, sem deixá-lo sair dela, até a linha de chegada.

Com a atividade da “CAMA DE GATO”, os alunos maiores vibram. Pra fazê-la, os professores devem distribuir aleatoriamente as cadeiras e carteiras pela sala e unir todas elas com barbante, fazendo uma cama de gato. Então, devem dizer que os alunos devem chegar ao outro lado da sala de aula passando pela cama de gato, ou seja, passando no meio dos barbantes entrelaçados.

Todos nós, professores, passamos pelas mesmas situações diariamente, e existem soluções para tudo o que enfrentamos na sala de aula, basta procurarmos ajuda. Muitas vezes os professores de educação física, de música ou de artes podem ser bastante úteis com seus conhecimentos para desenvolver habilidades essenciais para o desenvolvimento de nossos alunos.

Essas são dicas aparentemente simples, mas que, quando utilizadas de modo intencional e sistemático, permitem que os professores consigam que os alunos apresentem bons resultados.



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