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O DESENVOLVIMENTO MOTOR E COGNITIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

November 16, 2019

       O desenvolvimento motor é o resultado da maturação de certos tecidos nervosos, aumento em tamanho e complexidade do sistema nervos

o central, crescimento dos ossos e músculos. Estes são, portanto, comportamentos não-aprendidos que surgem espontaneamente, desde que a criança tenha condições adequadas para exercitar-se. Somente em casos de extrema privação ou de algum tipo de distúrbio ou doença, esses comportamentos não se desenvolverão.

       Ao longo da vida, o indivíduo passa por uma série de mudanças em termos do deslocamento de partes do corpo ou de todo o corpo no espaço, pois o movimento é o elemento central na comunicação e interação com as outras pessoas e com o meio ambiente à nossa volta; bem como na aquisição do conhecimento de si e da natureza.

         A aquisição de habilidades motoras que ocorre ao longo dos anos é fruto não só das disposições do indivíduo para a ação, mas principalmente do contexto físico e sóciocultural onde o mesmo está inserido. No curso do desenvolvimento, a emergência do andar marca o início da interação do ser humano com o meio, dando independência a ele na exploração dos objetos, pessoas, com os quais interage. Para que possa explorar esses objetos a sua volta ele adquire uma série de habilidades manipulativas que vão ser adicionadas ao repertório motor, permitindo o uso dos objetos para determinados fins, como dos talheres, da tesoura, do lápis, da bola.

            De modo geral, o desempenho de movimentos locomotores fundamentais, como andar, correr, saltar entre outros, deveria ser suficientemente flexível de modo que pudessem ser alterados à medida que as necessidades do ambiente o exigissem, sem prejuízo do objetivo do ato. Dessa forma a criança deveria ser capaz de:

1) Usar qualquer movimento, de certo repertório de movimentos, para alcançar o objetivo; 2) Mudar de um tipo de movimento para outro, quando a situação assim exigisse;

3) Ajustar cada movimento a pequenas alterações na estimulação ambiental.

         Com relação às habilidades motoras fundamentais, a maioria das crianças possui um potencial de desenvolvimento que as conduz ao estágio maduro por volta da idade de 6 anos. No entanto, há evidências de que a conquista real dependerá da interação dos fatores, das tarefas, do indivíduo e do ambiente, durante o período de prática.

       Os fatores de controle motor do equilíbrio (tanto estático como dinâmico) e da coordenação (tanto a motora rudimentar quanto a viso-manual), em conjunto com os “fatores de produção de força” de agilidade, velocidade e energia, são considerados determinantes do desempenho motor. Os fatores de controle motor (equilíbrio e coordenação) são de particular importância no início da infância, quando a criança está obtendo controle de suas habilidades motoras fundamentais. Já os fatores de produção de força tornam-se mais importantes depois que a criança obtém controle de seus movimentos fundamentais e passa para a fase motora especializada da infância posterior.

          Já a coordenação motora é a relação espaço-temporal entre as partes integrantes do movimento e envolve necessariamente relações próprias múltiplas entre diferentes componentes, definidas em uma escala espaço-temporal.

        Para a execução de habilidades motoras cíclicas, como o pular corda ou tarefas de coordenação bimanual com toques repetitivos, a coordenação requer que a criança desempenhe movimentos específicos, em série, rápida e de modo preciso. Os ritmos motores são manifestações voluntárias, que podem ser vistas em diversas tarefas que envolvam coordenação unimanual, bimanual ou intermembros, como, por exemplo, na dança e atividades de acompanhamento musical. A tarefa rítmica requer do executante uma representação interna do padrão temporal do evento percebido.

          De modo geral, podemos afirmar que o grau de complexidade de uma tarefa motora está no número de elementos que precisam ser coordenados e na rede de relações que se estabelece entre estes elementos. As habilidades motoras amplas são aquelas que envolvem o corpo como um todo, principalmente, mas não exclusivamente grandes grupos musculares. Entre elas podemos citar o pular, andar, arremessar uma bola ao cesto. As habilidades motoras finas são aquelas que requerem muita precisão, envolvem principalmente os membros superiores, em específico as mãos. Um grande número de músculos, relativamente pequenos, são ativados na execução destas habilidades. Entre as habilidades motoras finas estão os atos de: escrever, digitar, fazer crochê, consertar um relógio e, mais precisamente, no processo de alfabetização, o discernimento entre escrever as letras que são parecidas graficamente: m/n, g/q, l/b, dentre outras.

          A aquisição de um grande número de habilidades motoras ocorre no lar, no ambiente familiar, mas um bom número delas é adquirido na escola, nos primeiros anos de escolarização da criança. O contexto de aprendizagem é muito importante para que a aquisição destas habilidades ocorra. O processo ensino-aprendizagem é interativo e específico ao contexto. Isto significa que o contexto deve ser organizado de tal forma a oferecer as condições para que uma determinada habilidade (e não outra) seja adquirida. Portanto, para a aquisição de cada habilidade motora deverá haver um momento específico (ou uma sequência de oportunidades) em que as condições são propícias para o aprendizado de tal habilidade.

          As crianças se movimentam desde que nascem, adquirindo cada vez mais controle sobre o próprio corpo. As maneiras de andar, correr, saltar, etc. são resultantes da interação e da relação que o homem tem com o meio e seu significado está ligado às necessidades, interesses e possibilidades corporais humanas.

          Ao brincar, jogar, imitar e criar novos ritmos e movimentos, as crianças se apropriam do repertório da cultura corporal na qual estão inseridas. O trabalho com o movimento propicia um amplo desenvolvimento dos aspectos específicos da motricidade das crianças, abrangendo uma reflexão acerca das posturas corporais implicadas nas posturas cotidianas.

       A permanente exigência da contenção motora pode estar baseada na ideia de que o movimento impede a concentração e a atenção da criança, ou seja, que as manifestações motoras atrapalham a aprendizagem. A criança pequena se expressa e se comunica por meio dos gestos e das mímicas faciais e interage utilizando fortemente o apoio corporal. De acordo com a cultura vão mudar a importância dada às expressões faciais, posturas e gestos, bem como os significados atribuídos a eles.

 


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Com o objetivo de refletir sobre o tipo de letra mais adequado a ser utilizado pelos alunos na educação infantil, preparamos uma série de 4 textos a serem publicados em sequência no blog LETRA VIVA.

** Esse é o segundo texto da Série: QUE LETRA USAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL/ ALFABETIZAÇÃO, publicada no Blog Letra Viva, do IDCPro (https://www.idcpro.com.br/letraviva)

 

 

 

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